Evangelho de Jesus Cristo, quero a misericórdia
Jesus recorda-lhes uma palavra do profeta Oseias (6, 6): "Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício"
Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 12, 1 8). Naquele tempo, Jesus passou por uns campos de trigo, num dia de sábado. Seus discípulos ficaram com fome e começaram a apanhar espigas para comer. Vendo isso, os fariseus disseram: “Eis que os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido fazer em dia de sábado!”
Jesus perguntou aos fariseus: “Vocês nunca leram o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? Como ele entrou na casa de Deus, e eles comeram os pães oferecidos a Deus? Ora, nem para Davi, nem para os que estavam com ele, era permitido comer os pães reservados apenas aos sacerdotes.
Ou vocês não leram também, na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado, sem cometer falta? Pois eu digo a vocês: aqui está quem é maior do que o Templo.
Se vocês tivessem compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, vocês não teriam condenado estes homens que não estão em falta. Portanto, o Filho do Homem é senhor do sábado”.
Palavra da Salvação
Reflexão do Evangelho
No Evangelho, Jesus conclui aquele diálogo com os fariseus, Jesus recorda-lhes uma palavra do profeta Oseias (6, 6): “Ide e aprendei o que significam estas palavras: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício” (Mt 9, 13).
Dirigindo-se ao povo de Israel, o profeta repreendia-o porque as preces que elevava eram palavras vazias e incoerentes. Não obstante a aliança de Deus e a misericórdia, o povo vivia frequentemente segundo uma religiosidade “de fachada”, sem viver em profundidade o mandamento do Senhor.
Eis por que razão o profeta insiste: “Eu quero a misericórdia”, ou seja, a lealdade de um coração que reconhece os próprios pecados, que se arrepende e volta a ser fiel à aliança com Deus: “E não o sacrifício”: sem um coração arrependido, todas as obras religiosas são ineficazes!
Jesus aplica esta frase profética também aos relacionamentos humanos: aqueles fariseus eram muito observantes na forma, mas não estavam dispostos a compartilhar a mesa com os publicanos e os pecadores; não reconheciam a possibilidade de um arrependimento e por isso de uma cura; não punham em primeiro lugar a misericórdia: embora fossem fiéis guardiões da Lei, demonstravam que não conheciam o Coração de Deus!
Caros irmãos e irmãs, todos nós temos necessidade de nos alimentarmos da misericórdia de Deus, porque é desta fonte que brota a nossa salvação. (Papa Francisco/ Vatican News).

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