Evangelho de Jesus Cristo, é o grão de trigo que morreu para brota e da vida
O próprio Jesus "é o grão de trigo que veio de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir para Salvar o mundo

Evangelho de Jesus Cristo, Foto Genivaldo Rufino da Guassussê FM
Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 12,24-26). Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Em verdade, em verdade vos digo, se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito frutos.
Quem se apega à sua vida perde-a; mas quem faz pouco conta de sua vida neste mundo conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo se alguém me serve, meu Pai o honrará.
Palavra da Salvação
Reflexão do Evangelho
No Evangelho, Cristo é o servo sofredor de que fala o profeta Isaías (Is 52, 13-15), que se entregou a si mesmo em resgate por muitos (Mt 20, 28). Ele exorta os seus discípulos, cada um de nós, a tomar todos os dias a cruz que nos é própria e segui-lo pelo caminho do amor total a Deus Pai e à humanidade: "Quem não tomar a sua cruz para me seguir – diz-nos – não é digno de mim.
Aquele que procura conservar a vida para si mesmo, perdê-la-á; mas aquele que perder a sua vida por causa de mim, salvá-la-á" (Mt 10, 38-39). O próprio Jesus "é o grão de trigo que veio de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, romper na morte e, precisamente através disto, abre-se e desta maneira pode dar fruto na vastidão do mundo".
Segue o Senhor até ao fim, aceitando livremente de morrer para a salvação do mundo, numa prova suprema de fé e de amor. É a lógica do grão de trigo que morre para brotar e dar vida. (Jo 12, 24). O próprio Jesus "é o grão de trigo que veio de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que se deixa partir, romper na morte e, precisamente através disto, abre-se e desta maneira pode dar fruto na vastidão do mundo".
Provavelmente nós não somos chamados ao martírio, mas nenhum de nós está excluído da chamada divina à santidade, a viver a medida alta da existência cristã, e isto exige que tomemos todos os dias a cruz sobre nós mesmos. Todos nós, sobretudo no nosso tempo, em que parecem prevalecer o egoísmo e o individualismo, temos o dever de assumir como compromisso primário e fundamental, o de crescer cada dia num amor maior a Deus e aos irmãos, para mudar a nossa vida e assim transformar também a vida do nosso mundo.
Por intercessão dos Santos e dos Mártires, peçamos ao Senhor que inflame o nosso coração, para sermos capazes de amar como Ele amou cada um de nós. (Papa Bento XVI/ Vatican News).
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