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Papa recebe o carinho de todos no Gemelli, estamos com você, vença esta batalha

Aplausos, gritos e demonstrações de carinho para Leão XIV que chegou às 13h07 ao Hospital Gemelli para a cirurgia de remoção do nódulo no pulmão.

Foto do Papa recebe o carinho de todos no Gemelli, estamos com você, vença esta batalha
Print do vídeo da chegada do Papa ao Hospital


Uma exclamação coletiva partiu da entrada externa do Hospital Gemelli, de Roma, que ecoou até a praça onde o sol forte torna ainda maior a sombra da famosa estátua de João Paulo II. “Lá está ele, lá está ele, ele chegou!”. O Papa Leão XIV chegou às 13h07 ao Gemelli, onde, na tarde desta terça-feira (13/10), será submetido a uma cirurgia para remoção de um nódulo circunscrito no pulmão e onde, segundo as previsões atuais, permanecerá internado por cerca de uma semana.

A entrada pública do Papa no hospital, assim como o próprio anúncio feito no Angelus do último domingo (11/10), foi um evento público que causou surpresa coletiva e despertou um forte sentimento de ternura por um homem que não escondeu sua fragilidade física e se confiou às orações de todos. As pessoas — centenas delas — aglomeradas no Gemelli, que aguardavam o Pontífice desde as primeiras horas da manhã, falaram de “ternura”, de fato, e de “emoção”, mas não de “preocupação”.

 Ninguém havia dado previsões sobre o horário de chegada, nem havia certeza quanto ao trajeto. Apenas suspiros contínuos a cada sirene da polícia e os olhos fixos no céu: “Ah, mas ele não deveria vir de helicóptero?”, pergunta uma senhora. E, de fato, um helicóptero apareceu sobre a praça quando a comitiva de carros de segurança atravessou os portões do Gemelli, desviando a atenção do carro escuro com o Papa a bordo, que chegou poucos minutos depois de sair do Vaticano, às 12h57.

“Estamos aqui por você”

Do céu ou da terra, não importa. O que importa é fazer com que Leão se sinta acolhido e apoiado neste momento. As pessoas atrás das fitas brancas e vermelhas da polícia ou espreitando pelas janelas e varandas, acenando com as mãos e com seus smartphones, querem dizer: “boa sorte”, “ânimo”, “estamos rezando por você”, “olá, Leão”, “viva o Papa”.

“Você vai vencer esta batalha”, exclama Francesca Romana, em cadeira de rodas, enrolada em um cobertor de lã. “Sou estudante da Universidade Católica e não podia deixar de estar aqui para saudar o Santo Padre”, diz Aurora, em chamada de vídeo com a família durante a passagem do Papa.

A saudação às pessoas em frente ao hospital: Leão XIV olhou para toda a multidão com um sorriso nos olhos. Dava para perceber um toque de emoção, a mesma de quando ele apareceu, em 8 de maio de 2025, na Sacada das Bênçãos para a primeira saudação como Pontífice.

Este também é um momento inédito, uma primeira vez. “E esperamos que seja também a última, vamos lá”, exclama Michela, uma idosa animada, que subiu em um dos bancos no pátio do Gemelli. “Não queremos que ele fique doente. Temos muito carinho por ele”.

Aplausos e gritos acompanharam toda a entrada do Papa no hospital. De pé para recebê-lo estavam os dirigentes da Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli IRCCS: o presidente Daniele Franco, o diretor-geral Daniele Piacentini e o diretor médico Andrea Cambieri. Em seguida, homens, mulheres, idosos, algumas crianças e muitos pacientes em cadeiras de rodas, aos quais Leão se aproximou para uma breve saudação.

Todos perto e em oração: A mesma multidão que se via do lado de fora também estava presente lá dentro, formando uma fila, quase um cortejo, que acompanhou o trajeto do Papa até o elevador do décimo andar. Aquele que, com as muitas internações de João Paulo II e as igualmente numerosas de Francisco, havia se tornado o apartamento papal do famoso “Vaticano III”. Todos tentaram apertar a mão do Papa ou dizer-lhe uma palavra.

Mas há também quem, como um grupo de religiosas — que se esquivaram diante das câmeras —, preferiu permanecer rezando na capela dedicada, mais uma vez, a São João Paulo II, onde, às 18h desta terça-feira (13/10), o cardeal vigário Baldo Reina vai presidir a oração do terço junto, idealmente, com toda a diocese de Roma. “É a maior ajuda que podemos oferecer”.

A mensagem da reitora da Universidade Católica: Uma mensagem de saudação ao Papa também veio da reitora Elena Beccalli, que, “em nome de toda a família da Universidade Católica do Sagrado Coração”, expressa em um comunicado a sua “afetuosa proximidade” ao Papa Leão.

“Neste momento de internação hospitalar, manifestando o forte vínculo que une a Universidade à Fundação Hospital Universitário Agostino Gemelli IRCCS, o acompanhamos com nossas orações e com profunda gratidão por seu magistério, que nos exorta a colocar no centro a dignidade de cada pessoa e a construir o diálogo e a paz”. *Por Salvatore Cernuzio – Roma/ Vatican News.

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