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Evangelho de Jesus Cristo, Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu

João deu testemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele” 

Evangelho de Jesus Cristo, Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu

Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 1,19-28). No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel".  

E João deu testemunho, dizendo: "Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: 'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo'. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!" 

Palavra da Salvação 

Reflexão do Evangelho 

O texto do Evangelho João, tendo cumprido a sua missão, sabe afastar-se, retira-se de cena para dar lugar a Jesus. Ele viu o Espírito descer sobre Ele (vv. 33-34), indicou-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, e agora ele, por sua vez, põe-se em humilde escuta. De profeta torna-se discípulo.  

Ele pregou ao povo, reuniu discípulos e formou-os durante muito tempo. No entanto, não vincula ninguém a si. E isto é difícil, mas é o sinal do verdadeiro educador: não ligar as pessoas a si mesmo.  

João faz isto:  coloca os seus discípulos nas pegadas de Jesus. Ele não está interessado em ter um séquito para si, em obter prestígio e sucesso, mas dá testemunho e depois faz um passo atrás, para que muitos possam ter a alegria de encontrar Jesus.  

Podemos dizer: ele abre a porta e sai. Com este espírito de serviço, com a sua capacidade de dar lugar a Jesus, João Batista ensina-nos algo importante: a libertação dos apegos. Sim, porque é fácil apegar-se a papéis e posições, à necessidade de ser estimado, reconhecido e recompensado.  

E isto, embora seja natural, não é uma coisa boa, porque o serviço requer gratuidade, cuidar dos outros sem benefício para si mesmo, sem segundas intenções, sem esperar retribuição. Também a nós fará bem cultivar, como João, a virtude de nos afastarmos no momento apropriado, testemunhando que o ponto de referência na vida é Jesus. (Papa Francisco/ Vatican News). 

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