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Evangelho de Jesus Cristo, Vós deveis nascer do alto

Disse Jesus a Nicodemos: "Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem” 

Evangelho de Jesus Cristo, Vós deveis nascer do alto
Evangelho de Jesus Cristo, Vós deveis nascer do alto foto Pascom de Guassussê


Evangelho de Jesus Cristo segundo João (Jo 3,7-15). Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: "Vós deveis nascer do alto. O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito". 

Nicodemos perguntou: "Como é que isso pode acontecer?" Respondeu-lhe Jesus: "Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 

Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis 
se vos falar das coisas do céu? E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna".  

Palavra da Salvação 

Reflexão Evangelho 

No Evangelho, a cena se passa à noite: Nicodemos, um dos chefes dos judeus, pessoa reta e de mente aberta (cf. Jo 7, 50-51), vem ao encontro de Jesus. Ele precisa de luz, de orientação: procura Deus e pede ajuda ao Mestre de Nazaré, porque reconhece n’Ele um profeta, um homem que realiza sinais extraordinários.  

O Senhor acolhe-o, ouve-o e, no final, revela-lhe que o Filho do homem deve ser elevado, «a fim de que tudo o que nele crê tenha a vida eterna» (Jo 3, 15), e acrescenta: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que tudo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (v. 16).  

Nicodemos, que talvez naquele momento não compreendera plenamente o sentido dessas palavras, certamente o compreenderá quando, após a crucificação, ajudar a sepultar o corpo do Salvador (cf. Jo 19, 39): compreenderá que Deus, para redimir os homens, se fez homem e morreu na cruz. 

Abraçando-a para a nossa salvação, de instrumento de morte a transformou em instrumento de vida, ensinando-nos que nada pode separar-nos d’Ele (cf. Rm 8, 35-39) e que a sua caridade é maior do que o nosso próprio pecado (cf. Francisco, Catequese, 30 de março de 2016). (Papa Leão XIV/ Vatican News)

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