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Evangelho Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo

Pôncio Pilatos, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes"  

Evangelho Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Domingo de Ramos Foto Pascom de Guassussê


Evangelho Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo Mateus (Mt 7,11-54). Naquele tempo, Jesus foi posto diante do Pôncio Pilatos, e este o interrogou: "Tu és o rei dos judeus?" Jesus declarou: "É como dizes", e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 

Então Pilatos perguntou: "Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?" Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás.  

Então Pilatos perguntou à multidão reunida: "Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?" Pilatos bem sabia 
que eles haviam entregado Jesus por inveja. Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele: "Não te envolvas com esse justo! Porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele". 

Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. O governador tornou a perguntar: "Qual dos dois quereis que eu solte?" Eles gritaram: "Barrabás".  Pilatos perguntou: "Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?" Todos gritaram: "Seja crucificado!" Pilatos falou: "Mas, que mal ele fez?" Eles, porém, gritaram com mais força: "Seja crucificado!" 

Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: "Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!" O povo todo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos". Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. Salve, rei dos judeus! 

Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo: "Salve, rei dos judeus!" 

Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. Com ele também crucificaram dois ladrões. Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 

E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer "lugar da caveira". Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. E ficaram ali sentados, montando guarda. Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: "Este é Jesus, o Rei dos Judeus". Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 

Se és o Filho de Deus, desce da cruz! As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo: "Tu que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!" Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombaram de Jesus: "A outros salvou. A si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel. Desça agora da cruz! e acreditaremos nele. 

Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus" Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. Eli, Eli, lamá sabactâni? Desde o meio-dia até às três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 

Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito: Eli, Eli,  lamá  sabactâni?",  que quer dizer: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram: "Ele está chamando Elias!" E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 

Outros, porém, disseram: "Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!" Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito. Aqui todos se ajoelham e faz-se uma pausa. E eis que a cortina do santuário se rasgou de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram.  

Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos   ressuscitaram!  Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido,  ficaram com muito medo e disseram: "Ele era mesmo Filho de Deus!"  

Palavra da Salvação 

Reflexão do Evangelho 

Segundo o Evangelho, na cruz, Jesus diz uma frase, uma apenas: Meu Deus, meu Deus, porque Me abandonaste? (Mt 27, 46). É uma frase impressionante. Jesus sofrera o abandono dos seus, que fugiram. Restava-Lhe, porém, o Pai. Agora, no abismo da solidão, pela primeira vez designa-O pelo nome genérico de Deus. E clama, «com voz forte», o "por quê"? Por que tudo isto? Uma vez mais… por nós, para servir-nos. 

 Porque quando nos sentimos encurralados, quando nos encontramos num beco sem saída, sem luz nem via de saída, quando parece que nem Deus responde, lembremo-nos que não estamos sozinhos.  

Jesus experimentou o abandono total, a situação mais estranha para Ele, a fim de ser em tudo solidário conosco. Jesus é vítima das autoridades, que não admitem contestação. Fiel ao Pai e ao povo até o fim, ele não se desviou nem desistiu da missão que lhe foi confiada. (Papa FranciscoVatican News). 

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