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Papa à Igreja em Mônaco testemunhar a fé com a alegria de Deus e caridade aos pobres

Papa Leão XIV, no Principado de Mônaco neste sábado (23/03), o apelo a dar testemunho de paz e manifestação da fé diante "do mal que se alastra e da idolatria que torna os corações indiferentes" 

Papa à Igreja em Mônaco testemunhar a fé com a alegria de Deus e caridade aos pobres
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O Papa Leão XIV, no último compromisso público da sua segunda viagem apostólica internacional no Principado de Mônaco neste sábado (28/03), presidiu missa no Estádio Louis II, antes da partida no final da tarde com o helicóptero que o levará de volta ao Vaticano. Já na chegada do local de caráter poliesportivo com capacidade para mais de 18 mil pessoas, o Pontífice usou uma golf-kart para encontrar de perto os fiéis. 

Diante do mal, a eterna justiça de DeusNa homilia, Leão XIV refletiu sobre o Evangelho de João (cf. Jo 11, 45-57) e sentença cruel contra Jesus por parte dos membros do Sinédrio e do próprio Caifás, devido aos milagres e à esperança fomentada por Cristo, que transformada "a dor do povo em alegria". 

A condenação à morte, disse o Papa, "não se trata de uma fatalidade, mas de uma vontade precisa e ponderada", é "fruto de um cálculo político, fundamentado no medo", porque "em vez de reconhecerem no Nazareno o Messias, ou seja, o Cristo tão esperado, os chefes religiosos veem n’Ele uma ameaça". Ao querer matar o inocente, "está o apego ao poder", mas, também, "o meio para manifestar um supremo desígnio de amor: por mais perverso que fosse, Caifás «profetizou que Jesus devia morrer pela nação»". 

O Papa então explica nessa ação dois movimentos contrários: "por um lado, a revelação de Deus, que mostra o seu rosto como Senhor todo-poderoso e salvador; por outro, a ação oculta de autoridades poderosas, prontas a matar sem escrúpulos. E não é o que acontece hoje?", refletiu Leão XIV. 

"Ainda hoje, quantos planos são traçados no mundo para matar inocentes; quantas falsas razões se invocam para os eliminar! Perante a insistência do mal, porém, está a eterna justiça de Deus, que sempre nos resgata dos nossos túmulos, como aconteceu com Lázaro, e nos concede uma nova vida.  

O Senhor liberta da dor infundindo esperança, converte a dureza de coração transformando o poder em serviço, precisamente ao manifestar o verdadeiro nome da sua onipotência: misericórdia. É a misericórdia que salva o mundo." 

Converter escravos da idolatria em corações purificadosComo o próprio Papa Francisco nos ensinou, recordou Leão XIV, "a cultura da misericórdia rejeita a cultura do descarte". São sempre relações com Deus e com o próximo, como refletiu o Papa sobre a primeira leitura, quando Ezequiel anunciou que a obra divina começa como libertação (Ez 37, 23) e se realiza como santificação do povo (cf. v. 28), num "itinerário de conversão". Como libertar-se dos "ídolos", de "tudo aquilo que escraviza o coração, que compra e corrompe", que diminui também a mente do homem, porque "os idólatras são, portanto, pessoas de visão limitada".  

Já Deus, que "não nos abandona nestas tentações", socorre o homem fraco e triste", "muda a história do mundo, chamando-nos da idolatria para a verdadeira fé, da morte para a vida", através da santificação, "dom da graça que faz dos homens filhos de Deus, irmãos e irmãs entre si", e não escravos uns dos outros: 

“Este dom ilumina o nosso presente, pois as guerras que o ensanguentam são fruto da idolatria do poder e do dinheiro. Cada vida ceifada é uma ferida no corpo de Cristo. Não nos habituemos ao rumor das armas e às imagens da guerra! A paz não é um mero equilíbrio de forças, mas uma obra de corações purificados, de quem vê no outro um irmão a proteger, não um inimigo a abater.” 

Igreja em Mônaco é chamada a dar testemunho 

Ao finalizar a homilia e o último pronunciamento público na viagem internacional, o Papa enalteceu que é justamente diante do mal que se alastra e da idolatria que torna os corações indiferentes, que "o Senhor prepara a sua Páscoa" e "sustenta a nossa peregrinação e a missão da Igreja no mundo", através da doação ao próximo à luz do Evangelho: 

"A Igreja em Mônaco é chamada a dar testemunho, vivendo na paz e na bênção de Deus: por isso, caríssimos, fazei felizes muitas pessoas com a vossa fé, manifestando a autêntica alegria, que não se conquista com apostas, mas se partilha com a caridade.  

A fonte desta alegria é o amor de Deus: amor pela vida nascente e necessitada, que deve sempre ser acolhida e cuidada; amor pela vida jovem e idosa, a encorajar nas provações de todas as idades; amor pela vida saudável e por aquela doente que, por vezes solitária, carece sempre de ser acompanhada com atenção. Que a Virgem Maria, vossa Padroeira, vos ajude a ser lugar de acolhimento, de dignidade para os pequenos e os pobres, de desenvolvimento integral e inclusivo." *Por Andressa Collet - Vatican News. 

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